Ta na MÍDIA

Periferia Tech (Redes da Maré)

Tecnologia e inovação social são criadas nas favelas

Conheça moradores e iniciativas das periferias que estão capacitando jovens para atuar no complexo e elitista mundo tecnológico

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Realidade virtual, robôs inteligentes e jogos em outra dimensão: escassez estimula criatividade de jovens das periferias | Foto: Gato Mídia

Por: Maria Morganti

À primeira vista, parece coisa de filme futurista: realidade virtual, robôs inteligentes e jogos em outra dimensão. Só que essa já é a realidade de um mercado de trabalho que, até 2020, vai ser um dos mais valorizados no Brasil. Segundo dados da consultoria PWC, só o segmento de games deverá crescer 13,4% até 2020, alavancando o mercado de trabalho nessa área. Estima-se que a participação brasileira no mercado mundial de gamestenha sido de 2% em 2011 – o que representa uma receita de R$ 2 bilhões. Jovens moradores de favela, como Thamyra Thâmara, do Complexo do Alemão, estão ligados nesse “papo de futuro” (ou de presente) desde antes de 2014, quando criou, o que define como uma “escola”, que forma, em média, 100 alunos por ano em áreas como tecnologia e inovação, o GatoMÍDIA.

“O Mercado para tecnologia está crescendo muito. Até 2020, o trabalho que mais vai ganhar dinheiro, que mais vai estar sendo buscado no mercado, é o designer de game, porque a realidade virtual está crescendo muito e ela está sendo muito usada em game, na chamada ‘gameficação’. Então, quem aprender a programar game, que é a nova linguagem, o novo inglês, ou fazer designer de game, vai estar com muitas oportunidades no futuro. Por isso, a gente tem investido tanto em trazer formação em tecnologia”, afirma a coordenadora de metodologias do GatoMÍDIA.

A favela em 360o

Até o fim de 2018, o ​GatoMÍDIA, local de aprendizado em mídia e tecnologia para jovens negros e moradores de espaços populares, ofereceu cursos e oficinas no Complexo do Alemão, como a “Residência Favelada 2.0”, com formação em mídia e tecnologia para mulheres, a “Residência Wagikisa” (nome inspirado em um povo angolano que significa ‘corpo forte’), que tinha como foco o aprendizado em programação, buscando utilizar tecnologias para mulheres, negros, LGBTs e periféricos, além do laboratório afrofuturista, com foco em produção 360o, realizado em outubro do ano passado, no qual os participantes receberam mentoria em estética e narrativa afrofuturista, afrocentricidade, processos criativos, produção 360o, pós-produção 360o, tecnologias imersivas e realidade virtual, com foco em jornalismo.

tech1George Ferreira dos Santos, 26 anos, “cria” da Vila Vintém, favela da Zona Oeste do Rio, foi um dos participantes dessa Oficina que, pra ele, foi “uma experiência incrível”.  “Estar junto de pessoas que vivem a mesma realidade que eu, pretos vindos de várias favelas, tendo acesso a uma nova tecnologia, conhecimento e podendo produzir novas narrativas foi emocionante. Tivemos três momentos diferentes: o primeiro foi uma introdução ao conceito de afrofuturismo, o que levou a diversos debates e troca de experiências entre os participantes, que nos deixou muito conectados uns aos outros. O segundo foi como trabalhar a criatividade em ambiente de escassez, o que nos estimulou ainda mais a trabalhar a criatividade para produzir, usando papelão e fios como ferramentas para fazer óculos de realidade virtual, por exemplo. E o terceiro foi a tecnologia 360o e realidade virtual. Tivemos uma aula que passou desde o atual momento ao que é esperado para o futuro próximo com essa tecnologia, sobre equipamentos, como utilizar e a pós-produção. Depois nos dividimos em grupos para poder produzir um material para concluir o laboratório. O resultado foram três vídeos incríveis em 360o, produzidos por nós, mostrando nossas narrativas”.

Tecnologia preta

O jovem conta que a Oficina “agregou muito positivamente”, por estar em ambiente de total afeto e, principalmente, pelo lado profissional. “Profissionalmente, abriu uma janela gigantesca de possibilidades. Poder ter acesso a uma tecnologia que ainda não se popularizou no Brasil e estar aprendendo e produzindo é importantíssimo, pois é um mercado que está se abrindo e se expandindo cada vez mais e que ainda não tem tantos profissionais na área. Então, trazer isso pra favela foi uma sacada fantástica das meninas do GatoMÍDIA. Eu só tenho a agradecer a Thamyra, Morena e Nicole por essa oportunidade”, relata George, se referindo à equipe que realizou o programa.

Publicitário e produtor de audiovisual, George conta que, após o laboratório, começou a trabalhar seu próprio canal de vídeos e fotos em 360°. “Comecei com o Instagram (@nugrau360) e agora uma página no Facebook (NuGrau 360°), onde já venho exibindo um pouco do conteúdo que estou produzindo. Já estou trabalhando para lançar o canal no YouTube, onde não só vou expor esses materiais como vou lançar outros conteúdos falando dessa tecnologia, de afrofuturismo, com tutoriais, etc. Minha ideia é produzir o máximo de conteúdo possível até o começo do ano que vem para ter um portfólio e aí conseguir equipamentos para oferecer um serviço de produção audiovisual em 360° para eventos, festas, etc. E meus projetos pessoais com algumas parcerias que já estou alinhavando”, conta o jovem.

Gambiarra é tecnologia

Um dos diferenciais do GatoMÍDIA em relação a outros cursos de produção em 360° é o estímulo ao uso da criatividade. As ferramentas são criadas a partir de gambiarras, com óculos virtuais feitos com material reciclável como papelão, CDs e fios velhos. Thamyra explica que essa forma de se reinventar é uma característica das favelas há anos. “Tecnologia é quando você tem uma ferramenta para resolver um problema e tem capacidade de ser replicável. Na entrada da Grota (no Complexo do Alemão), a gente já vê aquela estátua daquele senhor que colocou água na casa de muita gente quando não tinha. Ele fez a encanação. Esse fazer da favela em meio à ausência do Estado ou à presença seletiva do Estado, em meio à escassez, é potência, isso é inovação. São esses os fazeres populares. Então, essas tecnologias sociais de colocar água na casa dos outros, de colocar luz, de colocar internet, tudo isso é tecnologia, mas é sempre visto de forma pejorativa quando vem da favela, como o jeitinho brasileiro, ou ‘ah, isso aí é uma gambiarra’, no sentido pejorativo, e não como alguma coisa de inovação, sendo que é uma inovação. Porque vem de um problema social. Toda vez que você resolve um problema social e você tem um impacto social sobre aquilo, isso é inovação”.

Confira a matéria completa por aqui.

Agência de Notícia das Favelas (ANF)

Inscrições abertas para o curso no Complexo do Alemão.

Estão abertas as inscrições para a residência em mídia e tecnologia, Favelado 2.0 – Construindo Gambiarras para o Futuro, no Complexo do Alemão.  Essa edição é realização do GatoMÍDIA com o apoio da Ong FASE, do Observatório da Intervenção / CESeC – Centro de Estudos de Segurança e Cidadania e parceria do Educap – Espaço Democrático De União, Convivência, Aprendizagem E Prevenção .

O tema dessa edição é Programação. O aluno vai entender a linguagem dos computadores e aprender a criar aplicativos e jogos. Aprender que não é um bicho de sete cabeças e todo mundo pode programar.

Wagikisa é uma palavra Tchokwe, etnia bantu que se concentra no nordeste da Angola. Os Tchokwes foram conhecidos pela tradição artística, particularmente pelas suas esculturas e máscaras. Mutwo Wagikisa significa pessoa forte, corpo forte. Como potencializar os corpos de mulheres, negros, LGBTS e periféricos em tempos de intervenção militar? Como utilizar as tecnologias para subverter essas lógicas?

Leia mais: https://bit.ly/2sxFyuQ

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Alma Preta

15 mulheres serão selecionadas para duas semanas de residência de residência na Casa Brota – Coworking de Favela.

O GatoMÍDIA abre as inscrições para a residência Favelada 2.0 – Construindo Gambiarras para o Futuro. Esta edição tem como tema central a representatividade das mulheres nas mídias e nas tecnologias. A residência é destinada a mulheres, moradores de favelas do Rio de Janeiro e/ou Baixada Fluminense, com idade entre 14 a 29 anos.

Durante duas semanas, 06 a 16 de novembro, 15 mulheres selecionadas participarão de oficinas de produção nas seguintes áreas: processos criativos, métricas redes sociais, ferramentas de criação, gestão de canal no youtube e design gráfico. Além disso, as residentes criarão uma campanha de publicidade afirmativa nas redes sociais, que tem como objetivo visibilizar e estimular a presença das mulheres na tecnologia.

Além de contar com o time de mentoras composto por:

• Thamyra Thâmara de Araújo (GatoMIDIA)
• Maíra Azevedo (Tia Má)
• Monique Evelle (Kumasi)
• Morena Mariah (Inova Colab)
• Bianca Baderna (artista visual)
• Bruna Souza (Nuvem Negra)
• Lucia Cabral (EDUCAP)

Leia mais: https://bit.ly/2syY5Xo

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Estamos no Alma Preta ❤

Jovens do complexo do Alemão no Rio de Janeiro organizam uma atividade com duração de 2 semanas para discutir e aperfeiçoar técnicas de fotografia, mídia social, roteiro para programa no youtube, além de estimular debates acerca do ativismo digital e cobertura colaborativa.
As rodas serão ministradas por jovens com atuação nas redes digitais. A ideia é empoderar cada vez mais a cultura colaborativa na favela estimulando cada um a compartilhar conhecimento com outro.

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Combate Racismo Ambiental

GatoMÍDIA sedia residência de Mídia e Tecnologia Favelado 2.0 no Complexo do Alemão

A residência começou em 1 de março com base na Nave do Conhecimento em Nova Brasília, Complexo do Alemão. Com forte foco em participação e trocas, as discussões de abertura da residência exploraram a filosofia de que favelas são lugares de criatividade e inovação, ou a cultura maker (faça-você-mesmo). Jornalista e integrante da GatoMÍDIA Thamyra Thâmara argumentou que “criar e inovar no cotidiano é a ferramenta de resiliência do pobre, preto e favelado. Nós reinventamos nossa vida todos os dias. E estamos desconstruindo para continuar criando conceitos próprios e disputando nosso lugar de fala e de fazedor”.

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Os dias de abertura contaram com palestras inspiradoras dos mídia-ativistas Raull Santiago do Coletivo Papo Reto e Anderson Araujo da Mídia Periférica em Salvador e exercícios envolventes em que os participantes tiveram que defender o seu ponto de vista.

Sabrina Martina, de 18 anos, do Complexo do Alemão, explicou no terceiro dia: “A proposta é incentivar a nossa criatividade. É muito maneiro o projeto. É uma proposta totalmente nova e tenho certeza que a gente não vai sair do mesmo jeito”.

Leia mais: http://racismoambiental.net.br/?p=203690

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Galera! Estamos no Geledés ❤

A residência começou em 1 de março com base na Nave do Conhecimento em Nova Brasília, Complexo do Alemão. Com forte foco em participação e trocas, as discussões de abertura da residência exploraram a filosofia de que favelas são lugares de criatividade e inovação, ou a cultura maker (faça-você-mesmo). Jornalista e integrante da GatoMÍDIA Thamyra Thâmaraargumentou que “criar e inovar no cotidiano é a ferramenta de resiliência do pobre, preto e favelado. Nós reinventamos nossa vida todos os dias. E estamos desconstruindo para continuar criando conceitos próprios e disputando nosso lugar de fala e de fazedor”.

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Leia a matéria completa em: http://migre.me/tt1eH
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Saiu no O Globo!

Thamyra de Araújo explica o conceito: “Entendendo o ‘gato’ como uma forma não tradicional de acesso a serviços, Gato Mídia é uma formação em conjunto das ferramentas de mídia alternativas: Facebook, Youtube, Twitter, Instagram, e macetes de como potencializar tais recursos para gerar visibilidade ao seu projeto, trabalho ou causa”.

Leia: http://migre.me/tt1wS

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Territórios Culturais em Rede fala sobre o nosso projeto.

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“GatoMídia é uma formação em conjunto das ferramentas de mídia alternativas”.

Se liga lá: http://migre.me/tt2jv
#GatoMÍDIA

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Rio On Watch ❤

Favelados 2.0: The Importance of Maker Culture in Favelas

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According to Thamyra, who conceived the GatoMÍDIA project, there is still very little penetration of these young favela residents in institutionalized spaces for Makers, such as laboratories and makerspaces.

Tradução:

De acordo com Tamyra, que concebeu o projeto GatoMÍDIA, ainda há muito pouca penetração destes jovens moradores de favelas em espaços institucionalizados para Makers, tais como laboratórios e makerspaces.

Leia a matéria completa em: http://www.rioonwatch.org/?p=26854

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Marcando presença no Rio On Watch

GatoMÍDIA foca em orientar os moradores da comunidade em torno das mídias sociais para que seu conteúdo possa ser usado de maneira eficaz como mecanismo de “comunicação, produção e resistência”.

Leia mais: http://rioonwatch.org.br/?p=14769

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Mídia Periférica

O blog do nosso amigo Enderson Araujo também mandou ver na divulgação das inscrições da nossa Residência: Favelado 2.0 – Construindo gambiarras para o futuro.

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Leia mais: http://migre.me/tt2NK

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Voz das Comunidades deu voz para o GatoMÍDIA

Não podíamos ficar de fora de uma das Rede de Comunicação aqui do Complexo do Alemão.

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Leia: http://migre.me/tt3ec

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Saiu no Catraca Livre

Leia: http://migre.me/tt3xG

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VEJA RIO – Casa Ipanema recebe série de bate-papos voltados para mulheres

Movimento #soudessas e promove encontros entre mulheres empoderadas de diferentes áreas da cidade

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É a vez de Thamyra Thâmara, mestra pela UFF e idealizadora do GatoMÍDIA, projeto de convivência e aprendizado em uso de redes sociais para jovens de espaços populares.

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Leia mais: http://vejario.abril.com.br/materia/eventos/casa-ipanema-recebe-serie-de-bate-papos-voltados-para-mulheres

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Estamos no Viva Favela ❤

Segundo Thamyra, idealizadora do projeto GatoMídia, ainda há pouca inserção destes jovens favelados em espaços makers institucionalizados, como laboratórios ou makerspaces. “Eu concordo com a ideia que o corpo é tecnológico, nosso cérebro é o software e o corpo é o hardware. O conceito fechado de maker, que é aquele que desenvolve aplicativos e faz programação é um conceito bastante elitizado, que não abrange a nossa galera que está produzindo tecnologia social. Para mim, um cara que puxa um fio de internet e distribui para a rua inteira é um maker”, explica.

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Leia mais: http://migre.me/tv8df

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